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Decisão judicial

Policiais do Batalhão de Choque da PM desocupam Hotel Torre Palace

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Cerca de 50 policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal iniciaram na manhã deste domingo (5) a desocupação efetiva do Hotel Torre Palace, no Setor Hoteleiro Norte, no Plano Piloto. Às 7h07, segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social, os ocupantes se entregaram. As crianças foram retiradas em segurança e atendidas pelo Corpo de Bombeiros.

Houve resistência do grupo no local, que voltou a arremessar objetos, como tijolos e telhas. A polícia usou bombas de efeito moral. Inicialmente, oito homens e quatro mulheres foram encaminhados para o Departamento de Polícia Especializada (DPE). Em varredura no edifício, a polícia militar encontrou mais um ocupante. O homem não apresentou documentos e aparenta ter 25 anos, segundo a corporação. Ele estava escondido em um vão da tubulação de esgoto, tentou fugir e foi detido.

As quatro crianças seguirão para a Vara da Infância e da Juventude do DF, depois de atendimento no Hospital Materno-Infantil de Brasília. De lá, serão levadas para abrigos de acolhimento conveniados com o governo de Brasília.

Além do Choque, atuaram homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e de outros batalhões em apoio, somando aproximadamente 200 policiais. A operação teve ainda o suporte do Corpo de Bombeiros, e foram usados dois helicópteros.

“Nós estamos no cumprimento de uma decisão judicial”, destacou a secretária da Segurança Pública e da Paz Social, Márcia de Alencar. Assim, todo o custo operacional da operação está sendo quantificado pela pasta. A Procuradoria-Geral do DF vai apresentar o valor ao Tribunal de Justiça do DF e Territórios para que os proprietários do Torre Palace arquem com os gastos. “As forças [de segurança] novamente demonstraram a capacidade operacional que possuem, com grande sucesso. O resgate era o elemento principal, porque vidas estavam em risco”, acrescentou.

O comandante-geral da PMDF, Coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira, reforçou a eficiência da operação e o comprometimento de todos os envolvidos, policiais, bombeiros e agentes de diferentes órgãos. Ele afirmou ainda que as forças de segurança negociaram desde quarta-feira (1º), visando principalmente a proteção das crianças. “Tínhamos o planejamento pronto desde o primeiro momento. Todos os limites de negociação foram esgotados e resolvemos fazer a entrada tática. Também em respeito à população que passava por prejuízos, com o trânsito fechado.”

A corporação ainda faz a varredura completa no antigo hotel, mas já foram encontrados vários botijões de gás, combustível e facas. Segundo o comandante-geral, os adultos foram presos em flagrante por diversos crimes, como exposição de vida das crianças, tentativa de homicídio e dano ao patrimônio. O prédio será isolado e mantido sob vigilância até uma definição definitiva da justiça local.

Decisão judicial
A estrutura do prédio abandonado corre risco de colapso de acordo com laudo da Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, subordinada à pasta da Segurança Pública. Os riscos foram reconhecidos pelo desembargador Sebastião Coelho, da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF e Territórios.  Por liminar, em 26 de maio, ele concedeu parecer favorável para que o governo de Brasília desocupasse o prédio.

Durante as negociações para a desocupação, que começou na quarta-feira (1º), os policiais tentaram manter diálogo para que os responsáveis entendessem a necessidade de retirar as crianças do local. Na sexta-feira (3), a Vara da Infância e da Juventude, a pedido da pasta, determinou a busca e apreensão das crianças. Os agentes também explicaram aos ocupantes que havia duas ordens judiciais para a desocupação do prédio, condenado e interditado pela Defesa Civil e pela Agência de Fiscalização do DF.

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Terça-feira, 22 de abril

Semana pós-feriado começa com 1.169 vagas de emprego no Distrito Federal

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As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta terça-feira (22), 1.169 vagas para quem procura um emprego. Há posições para candidatos de diferentes níveis de escolaridade, com e sem experiência.

A vaga com o maior salário do dia, R$ 4mil + benefícios, é para Técnico em Segurança do Trabalho, para trabalhar no Zona Industrial do Guará. Os candidatos precisam ter ensino médio completo e experiência comprovada.

O cargo com mais oportunidades abertas é o de servente de obras, em São Sebastião. São 121 vagas, com salário de R$ 1.518. Os candidatos precisam ter ensino fundamental completo, mas não é cobrada experiência.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das Agências do Trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

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Serasa Consumidor

Educação financeira: DF é a segunda Unidade Federativa mais inadimplente do Brasil

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Educação financeira
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Mais da metade da população adulta do Distrito Federal está inadimplente. De acordo com levantamento do Serasa Consumidor, 58,38% dos adultos no DF, o equivalente a 1.335.919 pessoas, possuem alguma dívida em atraso, o que coloca a Unidade Federativa (UF) atrás apenas do Amapá em proporção de inadimplência. A maior parte das dívidas está concentrada em bancos e cartões de crédito, e a faixa etária mais afetada vai dos 41 aos 60 anos.

Para o educador financeiro Eustaquelino Casseb, idealizador do curso Finanças Além do Plano, os dados acendem um alerta importante: “O que vemos no DF é o reflexo de uma ausência histórica de educação financeira prática. Não basta saber quanto se ganha e quanto se gasta, é preciso entender como fazer escolhas conscientes e sustentar hábitos saudáveis ao longo do tempo”.

Segundo ele, a inadimplência nessa faixa etária mais avançada é ainda mais preocupante. “Pessoas entre 41 e 60 anos estão no auge da vida produtiva e, muitas vezes, sustentando famílias ou se preparando para a aposentadoria. Quando essa base está endividada, o impacto é em toda a estrutura familiar e social”, afirma.

Casseb conta que já viveu na pele o descontrole financeiro. Mesmo com aumentos salariais ao longo da carreira, sua vida financeira seguia estagnada. Ele percebeu que, ao elevar os gastos na mesma proporção da renda, acabava reforçando um ciclo de instabilidade. A virada aconteceu quando entendeu que precisava mudar sua mentalidade e se organizar para não gastar tudo o que recebia.

“Nem todo mundo tem margem de sobra no orçamento, eu sei. Mas é essencial tentar não gastar tudo o que se ganha. Guardar um pouco, mesmo que seja pouco, já é um passo importante. O controle financeiro começa com pequenas decisões e com a consciência de que cada escolha conta para o futuro”, destaca o especialista.

Ele ainda reforça que a solução passa por ações de médio e longo prazo. “Educação financeira não é milagre, mas é um passo decisivo para sair do ciclo da dívida. Ensinar desde cedo sobre planejamento, crédito consciente e reserva de emergência é o que muda o jogo, e nunca é tarde para começar”, conclui.

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