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90 novos ônibus

Transporte público do DF se aproxima da renovação total da frota

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Ibaneis renovação frota de ônibus DF
Foto/Imagem: Lucio Bernardo Jr./Agência Brasília


O transporte público do Distrito Federal está mais próximo da renovação total da frota com a entrega de 90 novos ônibus. Os veículos zero-quilômetro foram apresentados e entregues pelo governador Ibaneis Rocha na manhã desta segunda-feira (16) no Eixão Sul. As novas unidades, que entrarão em operação ainda neste mês, vão atender as linhas das regiões do Guará, Park Way, Arniqueira, Águas Claras, Taguatinga e Ceilândia, beneficiando um total de 141 mil passageiros.

Na cerimônia de entrega, o governador Ibaneis Rocha destacou o trabalho do GDF nos últimos anos para melhorar o transporte público. “Quando nós decidimos acabar com o DFTrans foi o primeiro passo. Depois fizemos uma parceria com o BRB, implantando tecnologia dentro do sistema e acabando com as fraudes. A partir daí, fizemos um trabalho muito forte na reorganização de todas essas linhas, melhorando o atendimento à população, e fizemos um processo de renovação dos contratos também com o apoio do Tribunal de Contas do Distrito Federal, com mais vantajosidade para o sistema e para o governo”, lembrou.

“Nos contratos nós cobramos das empresas que houvesse a renovação de todos os ônibus. Com isso nós conseguimos atingir hoje a frota mais moderna do Brasil, com ônibus equipados com toda a tecnologia. Temos cobrado também para que venham com ar-condicionado, para dar conforto às pessoas que transitam, e todos esses ônibus hoje têm câmeras internas, que trazem segurança também para a população”, disse. “Isso implica num esforço que nos permite pagar quase R$ 2 bilhões em subsídios para manter o sistema em funcionamento sem penalizar a população. Isso está alinhado às obras que dão mais conforto para a população circular”, complementou o chefe do Executivo.

No Distrito Federal, a passagem de transporte público não sofre reajuste desde 2020, embora nesses últimos dois anos o aumento do preço dos combustíveis e dos insumos impacte diretamente na renda das famílias. O único reajuste, feito no início de 2020, de 10%, é inferior ao aplicado em outras gestões, quando os valores chegaram a subir até 50%.

Durante a solenidade, Ibaneis Rocha também anunciou outros avanços no transporte público do DF, como a expansão do BRT. “Temos o projeto que está sendo tocado pelo DER em parceria com a Secretaria de Obras e Infraestrutura, que é o BRT Norte. Já devemos ter a licitação essa semana, iniciando a estação da Asa Norte e nós vamos até Planaltina. O projeto já tem recursos assegurados através de financiamento”, anunciou.

Mais qualidade

O trabalho de substituição dos ônibus vem sendo feito desde 2019. A renovação contínua é para garantir que os veículos não ultrapassem o prazo de sete anos de circulação (ou 10 anos para articulados e padrons). Atualmente, a média de idade da frota é de menos de quatro anos, a mais nova do país. Com os novos veículos da Marechal, ficam faltando apenas 150 dos 3.049 veículos do sistema público do DF para serem renovados.

“A Marechal continua no processo de renovação dos seus 377 coletivos, faltam apenas 150 ônibus. À medida que estão sendo fabricados, estão sendo entregues. É um processo que não para e a gente conclui ainda nesse primeiro semestre de 2025. Com essa conclusão, nossa média fica abaixo de quatro anos e já temos a frota mais nova do Brasil”, destacou o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves.

Equipados com motores Euro 6, os veículos são mais sustentáveis e emitem menos poluentes. Além disso, oferecem conforto e segurança com ar-condicionado, freios modernos e portas em ambos os lados, otimizando o embarque e desembarque em corredores exclusivos, como os da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) e do Boulevard do Túnel Rei Pele. Outro destaque é o sistema de suspensão avançado, que aumenta a acessibilidade para os usuários.

Com a nova entrega, o DF chega à marca de mil coletivos do modelo, um número bastante superior a outras capitais. “Curitiba, por exemplo, tem só 147 veículos com essa tecnologia. O GDF dá um exemplo de sustentabilidade, investimento e de conforto para o usuário em qualidade de vida, respeitando o meio ambiente e acima de tudo, na ousadia de não permitir que esse custo seja repassado ao usuário”, reforçou o titular da pasta.

Para o motorista Eustáquio Mariano de Oliveira, que trabalha na empresa há 11 anos, os novos ônibus vão trazer mais qualidade de vida no trabalho. “O que representa hoje para nós motoristas é a evolução do sistema de transporte público de Brasília. Para desempenhar o nosso serviço de qualidade, nós temos que ter uma boa ferramenta. Estamos todos os colaboradores muito felizes”, afirmou.

Os passageiros das linhas também celebraram a novidade, como é o caso da auxiliar de serviços gerais Tania Macedo. Para ela, a modernização veio em um bom momento: “Essa frota nova vai melhorar bastante. Já passei muita situação com ônibus quebrado, agora vai melhorar com os novos. É o que eu espero”.

A entrega dos novos ônibus acompanha o movimento do Governo do Distrito Federal em investir cada vez mais no conforto e na segurança dos usuários do transporte público. No último dia 11, o DF adotou o pagamento exclusivo das passagens por meio eletrônico, presente nas 931 linhas urbanas do transporte público coletivo da cidade.

Trilhando o futuro

Brasília é eleita pela 2ª vez a cidade mais sustentável do Centro-Oeste

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Ao Vivo de Brasília
Brasília cidade sustentável
Foto/Imagem: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Capital de todos os brasileiros, Brasília novamente lidera, no Centro-Oeste, o caminho da sustentabilidade, sendo novamente premiada como a cidade detentora dos melhores índices nesta temática. A honraria é conferida às cidades que equilibram o crescimento econômico com as necessidades dos seus cidadãos.

Para chegar ao status dado agora novamente a Brasília, a cidade precisa adotar, como princípio básico, o uso eficiente de recursos naturais (como gestão adequada da água e resíduos), além de um fortalecimento da governança, do consumo responsável, da justiça social e da transformação digital. Tudo isso visando a garantir um futuro melhor para as próximas gerações.

Segundo o secretário-executivo de Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), Wisney Rafael Alves Oliveira, a pontuação de Brasília teve um aumento de 3,45% em relação a 2024, subindo 19 posições no ranqueamento geral. “Nossos índices mais fortes foram relacionados à gestão e ao bem-estar”, pontua.

Ele também lembrou as boas práticas em outras esferas da administração, como a segurança e a área social. “Por isso, é uma honra receber este prêmio”, afirma. “A Bright Cities reconhece que essas boas práticas são resultados de cidades inteligentes”.

Outros destaques

Além de Brasília, outras cidades da região também receberam o reconhecimento, como Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Rio Verde (GO) e Anápolis (GO). Já a classificação nacional é marcada pela predominância de municípios paulistas nas primeiras posições. Barueri lidera a classificação geral, ao lado de São Caetano do Sul, Jundiaí, São Paulo e Santos, que surgem na sequência. A capital paulista está no 14º lugar entre os aglomerados urbanos mais sustentáveis do país.

Divulgado há uma semana, o Ranking de Cidades Sustentáveis 2025 da Bright Cities é baseado nos indicadores da norma ISO 37120 – que define e estabelece metodologias para orientar e medir o desempenho dos serviços da cidade, como oferta de esgoto e água potável e a qualidade de vida.

O ranking leva em consideração um total de 43 indicadores, cobrindo os mais diversos temas, como desenvolvimento econômico, meio ambiente e governança, tornando-se uma importante referência para governos e instituições em todo o país.

Critérios avaliados

A análise na qual Brasília se destacou é baseada em cinco pilares: prosperidade, infraestrutura e serviços básicos, gestão, bem-estar e segurança. O objetivo é divulgar quais municípios possuem melhores práticas e despertar a atenção dos que recebem menor classificação, mostrando que é possível atingir melhores níveis de avaliação.

A Bright Cities é uma plataforma global de diagnóstico para municípios, cuja análise é inspirada nas normas ISO de cidades – assim como os ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridos até 2030. Os ODSs englobam inúmeras frentes, como a erradicação da pobreza e a melhoria da saúde e bem-estar da população – além da adoção de objetivos como fome zero, igualdade de gênero e água potável e saneamento para todos.

Confira a lista completa das cidades agraciadas.

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Segurança alimentar

Prato Cheio: benefício será ampliado para 18 meses e mais 30 mil famílias

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Cartão Prato Cheio
Foto/Imagem: Renato Raphael/Sedes

No mesmo dia em que o Distrito Federal foi reconhecido pela garantia de segurança alimentar e nutricional com a outorga do Selo Betinho em solenidade no Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha anunciou a ampliação do programa Cartão Prato Cheio. Serão incluídas mais 30 mil famílias – atualmente, o benefício atende 100 mil – e o tempo de concessão será ampliado de nove para 18 meses.

“Não vamos mais segurar a fila do Prato Cheio. Autorizei a inclusão de mais 30 mil famílias que estavam aguardando para receber o cartão e vamos ampliar também o prazo, que é de nove meses para 18 meses, para que as pessoas sejam atendidas. Isso tudo vem no sentido de fortalecer cada vez mais as políticas públicas na área alimentar”, adiantou Ibaneis Rocha.

O governador lembrou que, antes, o DF atendia as famílias apenas com a entrega de cestas básicas. “Um programa que atendia menos de sete mil pessoas no Distrito Federal. Nós mantivemos o programa de cestas básicas, principalmente, para aquelas pessoas que chegam ali para fazer o cadastro e estão em situação de dificuldade, mas tivemos a ideia durante a pandemia de criar o Prato Cheio que hoje atende 100 mil famílias”, recordou.

“Fortalecer programas como o Prato Cheio significa garantir segurança alimentar, dignidade e respeito a milhares de famílias que enfrentam diariamente o desafio de colocar comida na mesa. Parabenizo o governador Ibaneis Rocha pela sensibilidade e coragem de ampliar esse programa. A fome tem pressa e estamos trabalhando para assegurar que cada habitante do DF tenha acesso à comida de qualidade, todos os dias e na quantidade necessária”, afirmou a vice-governadora Celina Leão.

Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, a medida atende uma demanda dos beneficiários. “Muitas famílias que estão no programa, assim que finalizam os nove meses procuram novamente um atendimento para serem reinseridas. Então, pensando nessa reincidência, convocamos uma reunião para podermos ampliar o Cartão Prato Cheio para que aquela família possa, de fato, nesse período sair da insegurança alimentar e nutricional”, explicou.

Lançado em caráter emergencial em 2020 durante a pandemia de covid-19, o programa nasceu para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social. Desde a criação já beneficiou 650 mil famílias e recebeu R$ 900 milhões de investimento do Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa consiste na concessão de R$ 250 por mês para compra de alimentos.

“Começamos esse programa em 2020 no ápice da pandemia. No meio da crise, quando não podíamos aglomerar, havia 6 mil pessoas aguardando a entrega de uma cesta básica. Um número pequeno se olhar o cenário de pessoas que estão sendo alimentadas com a política pública. Mas, naquele momento, existia uma fila invisível e conseguimos tirar da invisibilidade famílias que não conseguiam sequer escolher o que comeriam. Eis que nasceu naquele momento o Cartão Prato Cheio. A gente precisa alimentar a população que passa fome no nosso país”, afirmou a primeira-dama Mayara Noronha Rocha, que era secretária de Desenvolvimento Social quando o programa foi lançado.

Prato Cheio

Inicialmente, o programa previa crédito de pelo menos R$ 170 para cada família durante três meses. Depois o benefício foi ampliado para R$ 250 durante nove meses.

Ao ser lançado em 2020, foram atendidas 30 mil famílias. Em 2021, o ciclo aumentou de três para seis meses, atendendo 40 mil famílias. Em 2022, o ciclo foi ampliado para nove meses, beneficiando 87 mil famílias. O ciclo de nove meses foi mantido nos dois anos seguintes, mas o número de famílias atendidas cresceu. Assim, tanto em 2023 quanto em 2024 foram contempladas 100 mil famílias.

O volume dos investimentos também aumentou a cada ano. Em 2021, quando o programa virou lei, foram investidos R$ 51 milhões no Prato Cheio. Em 2024, os investimentos chegaram a R$ 292 milhões.

As famílias contempladas estão concentradas em 11 regiões administrativas do DF: Ceilândia (14,8%), Planaltina (11,2%), São Sebastião (9,7%), Itapoã (8,5%), Sobradinho e Sobradinho II (7,3%), Taguatinga (5,7%), Santa Maria (5,4%), Paranoá (4,8%), Gama (4,8%) e Recanto das Emas (4,2%). As outras cidades reúnem 7,8% das famílias beneficiadas.

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