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Prevenção continua

Saiba o que muda e o que não muda após a vacinação contra a Covid-19

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Foto/Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil


Não há o que discutir: o ano de 2020 foi marcado pela pandemia do novo coronavírus e a espera por uma vacina. Agora, com a imunização começando a ser aplicada em larga escala, muitas pessoas estão começando a respirar mais tranquilas. Porém, é muito importante entender que a vacina não é um milagre.

À medida que o número de pessoas vacinadas aumentarem, nossa rotina começará a ser alterada. Mas esse é um processo lento e gradual. A seguir, saiba o que muda e o que não muda com a vacinação. Confira conosco!

MUDA: a situação do sistema de saúde

O principal objetivo da vacina, ao menos nesse primeiro momento, é evitar as internações e mortes ocasionadas pelo novo coronavírus. Você já deve ter ouvido falar que a vacina tem eficácia geral de 50% contra a contaminação e 100% para casos graves e mortes, certo? Pois bem: isso significa que aproximadamente metade das pessoas que se vacinaram não vão pegar o novo coronavírus. Porém, nenhuma das que contraírem a doença desenvolverá sintomas graves.

É por esse motivo que as primeiras pessoas a serem vacinadas (além dos profissionais de saúde) são as que pertencem aos grupos de risco. O sistema de saúde está sobrecarregado, e não há insumos ou estrutura para atender a todos os casos graves que chegam aos hospitais no momento; embora a situação em Manaus seja um extremo, ela é também um reflexo de um problema enfrentado no país inteiro.

A vacinação, portanto, irá oferecer um respiro ao sistema. Com a diminuição dos casos graves, as UTIs e leitos não ficarão tão lotadas, e será possível atender os casos de quem ainda não foi imunizado com mais tranquilidade.

NÃO MUDA: as medidas de segurança

Quem está esperando a vacina para jogar fora as máscaras e as garrafinhas de álcool em gel pode esquecer. Em curto prazo, a chegada da vacina não muda nada nos cuidados de prevenção que tem sido recomendados. Ainda precisamos utilizar a máscara, praticar o distanciamento social e higienizar as mãos e superfícies com álcool.

Há alguns motivos para isso. Primeiramente, a vacinação é gradual. Alguns grupos etários só serão vacinados no segundo semestre, portanto ainda estão passíveis de contaminação. Além disso, estima-se que por enquanto não há vacina suficiente nem para os grupos prioritários, então é preciso esperar. Enquanto boa parte da população não estiver vacinada, não é possível abandonar os cuidados, se não o aumento de casos será incontrolável.

Outra questão a ser considerada é a janela imunológica. Em outras palavras, tomar a vacina hoje não significa que você está imune amanhã. A imunização leva um tempo para ser processado pelo organismo, e durante esse tempo você está tão vulnerável quanto uma pessoa que ainda não se vacinou.

Portanto, a palavra de ordem para esse ano deve ser a calma. Aos poucos todos se vacinarão e, ao atingir uma imunização de rebanho, é possível pensar em voltar à ‘vida normal’. Porém, por enquanto o ideal é manter os cuidados da mesma forma e evitar sair de casa, especialmente em lugares onde haja aglomeração.

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Lei nº 15.116/2025

Mulher vítima de violência pode ter reconstrução dentária pelo SUS

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Ao Vivo de Brasília
reconstrução dentária SUS violência contra a mulher
Foto/Imagem: Freepik

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que garante, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), tratamento odontológico para reconstrução e reparação dentária de mulheres vítimas de agressões que tenham causado danos à sua saúde bucal. O texto foi publicado no Diário Oficial da União.

Estão incluídos procedimentos de:

  • Reconstrução;
  • Próteses;
  • Tratamentos estéticos e ortodônticos, entre outros serviços.

O atendimento odontológico previsto na Lei nº 15.116/2025 será garantido, prioritariamente, em clínicas e hospitais públicos ou conveniados ao SUS.

Para acesso ao Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, a mulher deverá apresentar documentos que comprovem a situação de violência. Os critérios de acesso ao programa ainda serão definidos em regulamentação pelo governo federal.

A lei também permite parcerias com instituições de ensino e pesquisa, sempre que necessário, para aprimorar os serviços oferecidos.

O programa, segundo o governo, além de proporcionar atendimento prioritário e gratuito para a recuperação da saúde bucal, tem o objetivo de “devolver o mínimo de dignidade às vítimas”. O texto foi aprovado no início de março pelo Congresso Nacional.

“Estudos indicam que em mais de 60% dos casos de agressão contra a mulher no âmbito doméstico, a face é o principal alvo. As sequelas deixadas no rosto, e sobretudo na boca, causam impactos que ultrapassam os danos físicos. Os efeitos dessas agressões encontram reflexos no campo emocional da vítima, atingindo sua autoestima e minando a confiança necessária para a reestruturação social e profissional”, explicou o governo, em comunicado.

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Economia

Pix parcelado deve ser lançado em setembro, diz Banco Central

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Ao Vivo de Brasília
Pix parcelado
Foto/Imagem: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central (BC) divulgou as datas prováveis para o lançamento de três funcionalidades no sistema de transferências instantâneas, o Pix. As novas ferramentas devem estar disponíveis nas seguintes datas:

  • Pix parcelado: setembro deste ano;
  • Pix em garantia: 2026;
  • Autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução: 1º de outubro.

Pix parcelado

O Pix parcelado permitirá que o pagador contraia um crédito para permitir o parcelamento de uma transação. Semelhante à modalidade com juros do cartão de crédito parcelado, o recebedor terá acesso instantâneo a todo o valor da transação, mas o pagador poderá parcelar o valor, com acréscimo.

Segundo o BC, a ferramenta deverá estimular o uso do Pix no varejo para a compra de bens e serviços de valor mais elevado, favorecendo quem não tem acesso a esse tipo de operação. O Pix parcelado poderá ser usado para qualquer tipo de transação Pix, inclusive para transferências.

Pix em garantia

Com o objetivo de ajudar empreendedores, o Pix em garantia permitirá que empresas ofereçam recebíveis futuros (valores a receber) de Pix como garantia em operações de crédito. A modalidade poderá baratear os juros das linhas de crédito a pessoas jurídicas, principalmente para as que usam mais o Pix.

A garantia de uma linha de crédito permite que a instituição financeira tome bens e recursos para cobrir eventuais calotes. O BC esclareceu que o Pix em garantia é voltado apenas para estabelecimentos comerciais e empresas, sem mudanças na forma como as pessoas físicas usam o Pix. Segundo o BC, o lançamento só ocorrerá em 2026 porque a ferramenta exige uma infraestrutura mais complexa.

Autoatendimento do Mecanismo Especial de Devolução (MED)

Aplicável somente para fraudes, golpes e crimes, o autoatendimento permite a contestação de transações Pix de forma simples e intuitiva diretamente por meio do aplicativo dos bancos. O processo moderniza o MED porque passa a ser feito de forma 100% digital, sem a necessidade de interação com o atendimento da instituição financeira.

Existente desde 2021, o Mecanismo Especial de Devolução só pode ser usado em caso comprovado de fraudes ou de erros operacionais da instituição financeira. A ferramenta não pode ser usada para desacordos comerciais, casos entre terceiros de boa-fé e envio de Pix para a pessoa errada por erro do próprio usuário pagador (como erro de digitação de uma chave).

Com o autoatendimento do MED, o usuário poderá consultar o status e a evolução dos pedidos de devolução efetuados. Segundo o BC, a modernização acelerará os pedidos de devolução, aumentando a chance de os recursos transferidos por fraude serem bloqueados na conta do fraudador e devolvidos para a vítima.

Diferenciação de comprovantes

Desde terça-feira (1º), o comprovante de agendamento de um Pix deve conter o termo “Agendamento Pix” e ícone do tipo calendar clock (relógio e calendário). Os comprovantes de pagamentos concluídos devem conter o ícone do tipo check (sinal de concluído). A medida passou a ser obrigatória para todos os bancos.

Segundo o BC, a diferenciação ajudará a combater o golpe do falso comprovante e facilitará para o recebedor a identificação de que uma transação foi de fato concluída. Nos últimos tempos, tornou-se comum um golpe em que o pagador mostra o comprovante de Pix agendado ao vendedor. Por ter de olhar rápido e sem elementos visuais para identificar facilmente se a transação não foi concluída, o vendedor fica sem receber os recursos quando o pagador cancela o agendamento.

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