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Erasmo Tokarski

Pele é uma das partes do corpo mais afetadas no período de seca

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seca cuidados com a pele
Foto/Imagem: Freepik
Ana Lúcia Ferreira

Sem chuva há mais de dois meses, a seca começa a incomodar no Distrito Federal. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com as baixas temperaturas registradas nos últimos dias, a umidade relativa do ar tende a permanecer em torno dos 35%. É nesse período que a mistura das condições climáticas podem provocar irritações/problemas em diversas partes do corpo, entre elas, a pele.

Para evitar os danos decorrentes desse período e amenizar os efeitos da seca, o dermatologista Erasmo Tokarski ressalta que a hidratação deve começar de dentro para fora. Segundo o especialista, além de reforçar uma alimentação rica em frutas e verduras e aumentar a ingestão de líquidos como água, água de coco, chás e sucos naturais, ter atenção com determinadas regiões do corpo é essencial para não ter desconforto no período.

“Na seca é preciso hidratar a pele de forma geral porém, levando em consideração o método ideal para cada região. Os lábios, por exemplo, podem descamar. Já as áreas mais expostas como rosto, pés e cotovelos tendem a sofrer rachaduras com os danos causados pelo tempo. O nariz e a mucosa ocular, também são áreas que sofrem bastante na temporada, principalmente em pessoas que já têm algum problema na região”, ressalta o profissional.

De acordo com Tokarski, com a baixa umidade, a pele tende a perder água mais facilmente. Por este motivo, em tempos de seca, é recomendado o uso de produtos que sejam capazes de criar uma espécie de película protetora como é o caso dos feitos à base de queratina, lanolina, glicerina, ceramidas, vaselina, além de óleos naturais como de amêndoas e de semente de uva. Contudo, o especialista ressalta que é preciso atenção para não confundir hidratação com oleosidade.

“A pele pode estar ressecada porém, oleosa. Isso pode acontecer com o uso de produtos e combinações erradas, como por exemplo, água muito quente na hora do banho e o uso de um sabonete inapropriado. Por este motivo é necessário o acompanhamento profissional para que seja feita a avaliação e a indicação de produtos que atuem de forma preventiva e amenizadora”, alerta o dermatologista.

Para o especialista, os cuidados com a pele devem ser feitos o ano todo, bem como a utilização do protetor solar, pois são essas ações rotineiras que evitam o surgimento de problemas indesejados conforme o clima de cada estação do ano. Erasmo Tokarski ainda ressalta que cuidar da pele não é só questão estética, mas também de saúde pois, se ela estiver sensível e frágil, pode ser uma porta para outras doenças, como dermatites e alergias”, conclui.

Recomendações

Confira alguns cuidados necessários com a pele no tempo seco:

  • Beber pelo menos 2 litros de água por dia;
  • Utilizar hidratante corporal todos os dias, principalmente após o banho e várias vezes ao dia;
  • Utilizar o protetor solar até mesmo para ficar em casa;
  • Evitar coçar a pele pois pode causar inflamações ou até mesmo infecções;
  • Evitar banhos demorados com água muito quente;
  • Não fazer a automedicação. O uso de soro fisiológico, colírios, pomadas e qualquer outro medicamento devem ser utilizados apenas com orientação médica;
  • Em caso de ressecamento severo da pele, procurar o dermatologista.

Xô, Aedes!

Casos de dengue no Distrito Federal caem 97% em relação ao ano passado

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Ao Vivo de Brasília
combate à dengue df
Foto/Imagem: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Distrito Federal continua a registrar queda no número de casos de dengue. Até 29 de março deste ano, a capital notificou 9,3 mil ocorrências suspeitas da doença, das quais 6,1 mil eram prováveis. No mesmo período de 2024, foram registrados quase 220 mil casos prováveis. Os dados estão no último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF).

“Devemos registrar e comemorar esses dados, mas sem perder de vista os cuidados para combater a dengue. Afinal, alcançamos esse resultado por meio de um esforço conjunto da população e do governo. É um trabalho contínuo”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos Martins.

Aedes aegypti é responsável por transmitir não só o vírus da dengue, como também da febre amarela urbana, chikungunya e zika. Entre essas arboviroses, a capital federal contabilizou 129 casos suspeitos de chikungunya, dos quais 105 são considerados prováveis. Desses, 93,3% (98 ocorrências) correspondem a moradores do DF. Até o momento, 59 casos tiveram confirmação laboratorial, enquanto os demais seguem em investigação.

A chikungunya é uma doença febril aguda e sistêmica, causada por um arbovírus do gênero Alphavirus (CHIKV), e transmitida principalmente pelas fêmeas do mosquito. A infecção se destaca por sua elevada taxa de incapacitação, podendo causar sintomas persistentes em algumas pessoas.

Ação domiciliar dos Avas

Peça-chave no combate ao Aedes aegypti, a visita dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) promove a prevenção de doenças, o mapeamento de territórios e a execução de atividades de vigilância por meio da coleta e da pesquisa.

Identificá-los é simples: os Avas usam colete e chapéu com abas, os dois da cor marrom-cáqui, além de uma camiseta branca. Eles também carregam uma bolsa amarela, onde armazenam seu material de trabalho.

Os agentes devem estar devidamente identificados com símbolos da SES-DF e com a designação de suas funções bem visíveis no uniforme. Na maioria dos casos, o profissional estará munido de um crachá com nome e foto, porém pode haver situações em que o servidor ainda esteja com seu crachá provisório.

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Sabin Diagnóstico e Saúde

Hemocromatose: como diagnosticar o excesso de ferro no sangue

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Hemocromatose - excesso de ferro no sangue
Foto/Imagem: Freepik

O ferro é um mineral essencial para o organismo, mas seu acúmulo pode causar danos sérios à saúde. A hemocromatose é um distúrbio no qual o corpo absorve mais ferro do que o necessário dos alimentos, e um diagnóstico preciso pode prevenir complicações graves em diversos órgãos, como fígado, coração, pâncreas e articulações.

A doença pode ser hereditária, causada por mutações genéticas, ou adquirida, quando surge devido a fatores externos, como transfusões sanguíneas frequentes, doenças hepáticas ou suplementação do mineral em excesso.

Os sintomas da hemocromatose podem variar e, muitas vezes, demoram anos para se manifestar. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), entre estes estão: fraqueza, fadiga, letargia, apatia e perda de peso. Em alguns casos, pode haver sinais específicos a depender do órgão afetado, como, por exemplo, arritmia (coração), diabetes (pâncreas) ou dor abdominal (hepatomegalia, termo médico para fígado grande).

Diagnóstico

O diagnóstico da hemocromatose envolve exames laboratoriais específicos que avaliam os níveis de ferro no sangue. Segundo a supervisora técnica do Sabin Diagnóstico e Saúde, Gélida Pessoa, identificar a doença com base nos sintomas pode ser difícil, por isso, exames de sangue podem indicar um caminho para o médico que avalia o paciente.

“Esses testes medem os níveis sanguíneos de ferro, a chamada ferritina (uma proteína que armazena ferro) e da transferrina, a proteína que transporta o ferro no sangue quando ele não está nos glóbulos vermelhos”, explica.

Dois procedimentos são a dosagem de ferritina sérica e a saturação da transferrina. Ambos podem indicar se os níveis destas proteínas estão deficitários ou elevados. Caso os índices estejam altos, o passo seguinte é investigar a origem da sobrecarga de ferro para determinar a melhor conduta médica.

Nos casos em que se suspeita de doença hereditária, uma das opções que podem ser indicadas pelo médico é o painel hereditário para hemocromatose. “Esse exame genético permite analisar múltiplos genes relacionados ao metabolismo do ferro, sendo essencial para confirmar casos hereditários e orientar o rastreamento familiar,” explica Gélida.

Em casos mais avançados, exames de imagem, como a ressonância magnética, podem ser utilizados para avaliar o grau de sobrecarga de ferro nos órgãos. “A ressonância é uma ferramenta importante na avaliação da carga férrica, especialmente no fígado e no coração, permitindo um planejamento terapêutico mais adequado”, acrescenta a supervisora técnica.

Prevenção

Embora a hemocromatose hereditária não possa ser evitada, algumas medidas podem ser adotadas para prevenir a forma adquirida da doença. Evitar o uso indiscriminado de suplementos de ferro sem orientação médica é um dos cuidados essenciais, assim como manter exames periódicos para monitorar os níveis de ferro no sangue, especialmente em pessoas com histórico familiar da doença.

Além disso, a alimentação também desempenha um papel importante na prevenção. Reduzir o consumo de carnes vermelhas e frutos do mar crus pode ajudar a controlar a absorção de ferro, assim como moderar a ingestão de bebidas alcoólicas, que podem sobrecarregar o fígado e agravar possíveis danos hepáticos.

Gélida reforça que, embora a hemocromatose seja difícil de diagnosticar nos estágios iniciais, a realização de check-ups anuais pode ser fundamental para a prevenção. “Manter exames regulares ao menos uma vez por ano é essencial não apenas para identificar a hemocromatose, mas também para monitorar outras alterações de saúde”, destaca.

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