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Tampa de rosca

Patinho feio da enocultura? Screw cap tem mais valor do que pensamos

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Foto/Imagem: Shutterstock


Quando se pensa em uma garrafa de vinho, automaticamente o que vem à mente é a tradicional rolha guardando a sete chaves a deliciosa bebida.

Mas, há algum tempo essa imagem começou a mudar.

Em muitos rótulos, as charmosas rolhas de cortiça foram substituídas por tampas de rosca, chamadas de screw cap.

Os mais críticos e os amantes de decoração, que costumam encher vidros com as rolhas e exibi-los em suas casas, até podem torcer o nariz, mas o vinho com tampa de rosca está cada vez mais presente nos supermercados, empórios e e-commerces.

Da rolha à tampa de rosca

O preconceito com o screw cap se dá principalmente porque, no mundo dos vinhos, a tradicional rolha de cortiça permite a passagem de oxigênio para dentro da garrafa, o que ajuda o vinho a envelhecer, resultando em uma bebida de maior qualidade.

Entretanto, algumas pesquisas indicam que a cortiça não deixa o oxigênio entrar, apenas libera, com o tempo, o gás contido no próprio material.

Além disso, vale lembrar que a maioria dos vinhos produzidos no mundo não são de guarda e devem ser consumidos ainda jovens. Por isso, a micro-oxigenação não é tão essencial, abrindo oportunidade para os produtores adotarem soluções mais eficazes e econômicas.

Feita a partir de cápsulas de alumínio, a tampa de rosca passou a ser difundida no Brasil há cerca de quinze anos. Em países como Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, a adoção já tem mais de vinte anos.

Atualmente, optar pela rolha ou pelo screw cap é entendida pelos especialistas como uma questão comercial ou de estilo do produtor.

Benefícios da tampa de rosca

Utilizar a controversa tampa de alumínio tem pontos positivos, tanto do ponto de vista do produtor quanto do consumidor.

A grande vantagem ao utilizar uma tampa do tipo screw cap é que o vinho fica hermeticamente fechado.

Dessa forma, não há o risco de contaminação por fungos, o que pode acontecer com as rolhas de cortiça: é a chamada doença da rolha, bouchonné, que causa um odor desagradável no material.

Outra vantagem é que os custos da tampa de alumínio são menores. O custo do screw cap para o produtor é de, em média, R$ 0,18. Já uma rolha pode custar até R$ 3 a unidade e o valor extra, é claro, é repassado ao consumidor, encarecendo a bebida.

Além disso, a tampa de rosca contribui com a popularização do vinho: torna a bebida prática de abrir, pois não precisa do saca-rolhas, e pode ser guardada facilmente na geladeira caso a garrafa não seja toda consumida.

A maior perda ao aderir à tampa de rosca é no charme. Apesar da praticidade, esse tipo de vedação jamais substituirá a tradicional experiência de ouvir um leve estampido ao retirar a rolha para degustar um vinho.

Vinhos com tampa de rosca

O screw cap já é usado de forma massiva em vinhos brancos, rosés e tintos.

No Brasil, a tampa de rosca tem sido mais utilizada nos vinhos brancos, pois a maioria dos produtores elaboram vinhos jovens, indicados para consumo imediato.

Ela também é mais adequada para que vinhos tintos jovens e rosés evitem contato com o oxigênio, preservando seu perfil aromático, sua cor e seu frescor.

Ou seja, trocar a rolha pela tampa de rosca não significa que o vinho é de baixa qualidade. Na grande maioria das vezes, só quer dizer que aquela bebida deve ser consumida mais rapidamente em comparação a um vinho de guarda.

Quando se trata de vinhos com um grande potencial de guarda, a cortiça ainda é a preferência.

O futuro das rolhas

Os diversos benefícios da tampa de rosca, entretanto, não significam o fim das rolhas. As nações produtoras mais tradicionais, como França, Itália, Portugal e Espanha, ainda resistem à adoção da tampa de rosca, bem como, os consumidores brasileiros.

Por marcar presença nas garrafas da bebida desde o século XVIII, a rolha de cortiça tem um importante valor histórico para o mundo dos vinhos.

É possível que, no futuro, as rolhas tradicionais sejam encontradas só nos vinhos especiais, aqueles produzidos por grandes vinícolas e que passarão anos e anos guardados nas adegas, enquanto que os vinhos consumidos no dia a dia venham com a vedação de alumínio.

Seja como for, é possível afirmar com certeza que a qualidade dos vinhos não vai cair. Ao contrário: com as modernizações da indústria, ela só vai melhorar. Vinhos on-line, essa é a opção para garantir rótulos com ótimos sabores no conforto do seu lar!

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  1. Pingback: Curiosidades e costumes: por que o vinho é a bebida preferida no inverno?

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Vista panorâmica

Tivoli Mofarrej São Paulo abre café da manhã para não-hóspedes

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Tivoli Mofarrej São Paulo - café da manhã panorâmico
Foto/Imagem: Fred Kendi

Imagine começar o dia com a melhor vista da cidade e saborear um café da manhã de hotel cinco estrelas. No Tivoli Mofarrej São Paulo, isso é possível. Localizado no 23º andar do hotel, o restaurante, que é aberto ao público, oferece um menu repleto de opções deliciosas e sofisticadas, assinado pelo chef executivo Danilo Brasil.

A panificação do hotel é artesanal, com pães frescos preparados diariamente, incluindo o tradicional pão de queijo brasileiro. Os croissants e pain au chocolat são cuidadosamente assados para atingir a textura perfeita – crocantes por fora e macios por dentro. A variedade inclui ainda bolos caseiros, donuts frescos e delicadas tarteletes doces que adicionam um toque especial à experiência.

Dentre os destaques do menu à la carte estão as omeletes personalizadas com diversos recheios, os clássicos ovos beneditinos, ovos pochê, tapioca, waffles e panquecas. Os visitantes também podem se deliciar com salmão defumado, uma refinada seleção de frios importados e queijos especiais.

Para quem tem restrições alimentares, o café da manhã conta com uma estação completa sem glúten com pães especiais, uma variedade de iogurtes, além de uma seleção criteriosa de frutas frescas da estação e um menu dedicado com opções veganas e vegetarianas, incluindo leites vegetais para as bebidas.

Para completar a experiência, o hotel oferece diversas opções de cafés da marca Nespresso, como cappuccino, latte e iced macchiato, além de chás, água aromatizada, sucos naturais, e, aos finais de semana e feriados, espumante para tornar o momento ainda mais especial.

O café da manhã no Tivoli Mofarrej São Paulo é servido diariamente das 6h30 às 10h30, com horário estendido até às 11h nos fins de semana e feriados. Adultos pagam R$ 135 (por pessoa), com taxa de serviço opcional; crianças de 7 a 12 anos, têm 50% de desconto; e crianças com até 6 anos de idade, não pagam. Vale lembrar que, não é necessário reserva prévia e o pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão.

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Açaí do Ninja

De feirante a empresário de sucesso: Carlos Henrique e sua indústria de açaí

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Carlos Henrique Açaí do Ninja
Foto/Imagem: Divulgação/Açaí do Ninja

As dificuldades que surgem ao longo do caminho podem se tornar a força motriz para um destino de sucesso. Esse é o caso de Carlos Henrique, jovem empreendedor que, em 2015, aos 18 anos, ajudava a família em uma frutaria em Goiânia. Movido por sua paixão pelo açaí e por uma visão empreendedora, ele decidiu inovar ao oferecer porções de açaí com frutas na frutaria de seus pais. Com a popularidade crescente do produto, Carlos e sua esposa deram o próximo passo e montaram um delivery em casa, criando as bases para o que viria a ser a marca Açaí do Ninja.

Com ideias inovadoras e um espírito resiliente, a empresa cresceu e se transformou em uma franquia consolidada, que hoje conta com mais de 80 unidades em Goiás. A marca oferece receitas exclusivas, resultado de anos de testes e aprimoramentos, garantindo sabores marcantes, cremosidade e versatilidade que conquistam os clientes. A produção é feita em uma indústria própria, com matéria-prima de alta qualidade vinda diretamente da região Norte do Brasil e seguindo rigorosos padrões de higiene.

Agora, o Açaí do Ninja expande suas operações para a Capital Federal, trazendo um conceito de franquia de alimentação que agrada a todos os paladares. O cardápio diversificado inclui um self-service com 24 sabores de sorvetes, 5 tipos de açaí e 1 de cupuaçu, além de tigelas prontas com acompanhamentos e uma linha de pratos quentes, como tapiocas, mistos e omeletes. “Hoje, estamos em plena expansão para todo o Brasil, com uma indústria de alta capacidade de produção e uma equipe qualificada”, afirma Carlos Henrique, CEO da marca.

Carlos Henrique destaca que o futuro da marca inclui a expansão pelo modelo de franquias em todo o território nacional e a projeção de levá-la além das fronteiras, gerando empregos e valorizando a cultura do açaí. “Cada tigela de açaí que servimos carrega um pedaço do nosso coração. Mais do que uma empresa, nós construímos uma família”, completa o empresário.

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