Gama e Itapoã
Mais duas cidades podem fechar pistas para lazer aos domingos

Na esteira do Eixão, da W3 Sul e do Paranoá, mais duas cidades planejam transformar suas vias principais em verdadeiras praças de diversão e atividade física ao ar livre, onde as máquinas são presença predominante durante a semana. Já se encontram na Secretaria de Esporte e Lazer os pedidos para que Gama e Itapoã adotem o projeto da Rua de Lazer, ambas as propostas levadas ao exame da secretária Celina Leão. Com parecer favorável, as medidas seguem agora para a análise do gabinete do governador Ibaneis Rocha.
Em seu parecer favorável, Celina Leão apoia não só a criação das duas ruas recreativas como encaminha ofícios ao governador Ibaneis pedindo que um decreto autorizativo seja editado. Ela diz acreditar que a medida é a melhor forma de democratizar o esporte e a diversão em mais espaços públicos, realidade antes restrita ao Eixão do Lazer.
“Depois da W3 Sul, todas as cidades passaram a querer ter sua própria rua do lazer. A ideia nossa é que, até o final do governo, todas tenham a sua”, vislumbra Celina.
A ideia de abrir espaço para a prática de esporte e lazer em área de trânsito de veículos, aliás, foi justamente de Ibaneis. O pontapé inicial foi a W3 Sul. A intenção era revitalizar a região e resgatar a história da principal avenida comercial de Brasília nas décadas de 1970 e 1980. Assim, sempre aos domingos e feriados, das 6h às 17h, a pista é fechada para o trânsito de carros. O resultado é a multiplicação de pedestres, skatistas, patinadores, ciclistas e demais visitantes no local.
Domingo da Gente
Deu certo na W3. Tanto que o exemplo logo foi copiado pelo Paranoá. O local escolhido também é muito movimentado. Uma das mais acessadas da cidade, a avenida que liga a cidade ao programa habitacional Paranoá Parque (com extensão de 1,1 quilômetro) também passou a fechar aos domingos e feriados, das 7h às 17h, para que a população possa fazer caminhadas, corridas ou andar de bicicleta. É quando ela deixa de ser uma via normal e passa a se chamar Domingo da Gente.
No exemplo do Gama, a tarefa é igualmente desafiadora dado o histórico de alto fluxo de veículos na região. Assim como as demais, a pista que sofre mudança de destinação é nada menos que a principal saída da cidade para quem vai ao Plano Piloto.
Situada entre a entrada do Gama e o antigo balão do Periquito, a DF-480 pode se transformar na mais nova rua do lazer. São mais de 4 quilômetros de extensão. A estrada fica ao lado da pista de caminhada. Sempre que fechar aos domingos e feriados, o trânsito na DF-480, sentido Plano Piloto, será desviado para a pista marginal, que passa ao lado dos condomínios.
Entusiasta da iniciativa do governador Ibaneis, a administradora do Gama, Joseane Feitosa, explicou que a escolha da pista foi justamente porque ela é paralela à pista de caminhada. “É natural que as pessoas se encaminhem para lá, pois o calçadão é o local de prática de esporte hoje. Então, é muito bom para a comunidade”, elogiou.
Mesmo nem tendo saído do papel ainda, a proposta já encanta aos moradores da cidade. “Uma boa ideia. Costumo fazer caminhada aqui no calçadão. Vai ser uma boa alternativa, pois não vamos ficar com medo dos ciclistas, que dividem a pista com a gente”, comemorou a autônoma Naiane Larisse Fernandes, 33.
A proposta também foi elogiada pelo policial militar Klênio Lopes Medeiros, 31, morador do Setor Central. “Vai ser ótimo transformar uma pista em área de lazer para a comunidade. Vai trazer as famílias para cá”, aposta Klênio, que integra um grupo de corredores amadores chamado Kaymbras do Cerrado.
Presente do GDF
Vizinho ao Paranoá, o Itapoã também deu sinal verde para o esporte e decidiu que irá transformar a chamada Avenida Brasil na mais nova rua recreativa. Com aproximadamente 460 metros lineares de extensão, dois dois lados, ela fica entre o Fórum e a Quadra 203.
“A ideia de fazer a rua do lazer na Avenida Brasil é porque o lugar foi transformado do dia para a noite neste governo. Era uma região abandonada e feia. Hoje, tem pavimentação e estrutura”, comemorou o administrador Marcus Vinícius Cotrim.
Para o morador do Conjunto 81 Marcelo Santos, 50, a inauguração do espaço vai ser um “presente” para a criançada, que hoje corre risco diário ao passar de bicicleta na avenida e seu fluxo intenso de carros. “Vai ser muito bem-vinda [a rua]. A criançada agradece. Quero agradecer também o governador Ibaneis por essa iniciativa”, destacou.

Trilhando o futuro
Brasília é eleita pela 2ª vez a cidade mais sustentável do Centro-Oeste

Capital de todos os brasileiros, Brasília novamente lidera, no Centro-Oeste, o caminho da sustentabilidade, sendo novamente premiada como a cidade detentora dos melhores índices nesta temática. A honraria é conferida às cidades que equilibram o crescimento econômico com as necessidades dos seus cidadãos.
Para chegar ao status dado agora novamente a Brasília, a cidade precisa adotar, como princípio básico, o uso eficiente de recursos naturais (como gestão adequada da água e resíduos), além de um fortalecimento da governança, do consumo responsável, da justiça social e da transformação digital. Tudo isso visando a garantir um futuro melhor para as próximas gerações.
Segundo o secretário-executivo de Tecnologia da Informação e Comunicação da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), Wisney Rafael Alves Oliveira, a pontuação de Brasília teve um aumento de 3,45% em relação a 2024, subindo 19 posições no ranqueamento geral. “Nossos índices mais fortes foram relacionados à gestão e ao bem-estar”, pontua.
Ele também lembrou as boas práticas em outras esferas da administração, como a segurança e a área social. “Por isso, é uma honra receber este prêmio”, afirma. “A Bright Cities reconhece que essas boas práticas são resultados de cidades inteligentes”.
Outros destaques
Além de Brasília, outras cidades da região também receberam o reconhecimento, como Cuiabá (MT), Goiânia (GO), Rio Verde (GO) e Anápolis (GO). Já a classificação nacional é marcada pela predominância de municípios paulistas nas primeiras posições. Barueri lidera a classificação geral, ao lado de São Caetano do Sul, Jundiaí, São Paulo e Santos, que surgem na sequência. A capital paulista está no 14º lugar entre os aglomerados urbanos mais sustentáveis do país.
Divulgado há uma semana, o Ranking de Cidades Sustentáveis 2025 da Bright Cities é baseado nos indicadores da norma ISO 37120 – que define e estabelece metodologias para orientar e medir o desempenho dos serviços da cidade, como oferta de esgoto e água potável e a qualidade de vida.
O ranking leva em consideração um total de 43 indicadores, cobrindo os mais diversos temas, como desenvolvimento econômico, meio ambiente e governança, tornando-se uma importante referência para governos e instituições em todo o país.
Critérios avaliados
A análise na qual Brasília se destacou é baseada em cinco pilares: prosperidade, infraestrutura e serviços básicos, gestão, bem-estar e segurança. O objetivo é divulgar quais municípios possuem melhores práticas e despertar a atenção dos que recebem menor classificação, mostrando que é possível atingir melhores níveis de avaliação.
A Bright Cities é uma plataforma global de diagnóstico para municípios, cuja análise é inspirada nas normas ISO de cidades – assim como os ODSs (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para serem cumpridos até 2030. Os ODSs englobam inúmeras frentes, como a erradicação da pobreza e a melhoria da saúde e bem-estar da população – além da adoção de objetivos como fome zero, igualdade de gênero e água potável e saneamento para todos.
Confira a lista completa das cidades agraciadas.
Segurança alimentar
Prato Cheio: benefício será ampliado para 18 meses e mais 30 mil famílias

No mesmo dia em que o Distrito Federal foi reconhecido pela garantia de segurança alimentar e nutricional com a outorga do Selo Betinho em solenidade no Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha anunciou a ampliação do programa Cartão Prato Cheio. Serão incluídas mais 30 mil famílias – atualmente, o benefício atende 100 mil – e o tempo de concessão será ampliado de nove para 18 meses.
“Não vamos mais segurar a fila do Prato Cheio. Autorizei a inclusão de mais 30 mil famílias que estavam aguardando para receber o cartão e vamos ampliar também o prazo, que é de nove meses para 18 meses, para que as pessoas sejam atendidas. Isso tudo vem no sentido de fortalecer cada vez mais as políticas públicas na área alimentar”, adiantou Ibaneis Rocha.
O governador lembrou que, antes, o DF atendia as famílias apenas com a entrega de cestas básicas. “Um programa que atendia menos de sete mil pessoas no Distrito Federal. Nós mantivemos o programa de cestas básicas, principalmente, para aquelas pessoas que chegam ali para fazer o cadastro e estão em situação de dificuldade, mas tivemos a ideia durante a pandemia de criar o Prato Cheio que hoje atende 100 mil famílias”, recordou.
“Fortalecer programas como o Prato Cheio significa garantir segurança alimentar, dignidade e respeito a milhares de famílias que enfrentam diariamente o desafio de colocar comida na mesa. Parabenizo o governador Ibaneis Rocha pela sensibilidade e coragem de ampliar esse programa. A fome tem pressa e estamos trabalhando para assegurar que cada habitante do DF tenha acesso à comida de qualidade, todos os dias e na quantidade necessária”, afirmou a vice-governadora Celina Leão.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, a medida atende uma demanda dos beneficiários. “Muitas famílias que estão no programa, assim que finalizam os nove meses procuram novamente um atendimento para serem reinseridas. Então, pensando nessa reincidência, convocamos uma reunião para podermos ampliar o Cartão Prato Cheio para que aquela família possa, de fato, nesse período sair da insegurança alimentar e nutricional”, explicou.
Lançado em caráter emergencial em 2020 durante a pandemia de covid-19, o programa nasceu para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social. Desde a criação já beneficiou 650 mil famílias e recebeu R$ 900 milhões de investimento do Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa consiste na concessão de R$ 250 por mês para compra de alimentos.
“Começamos esse programa em 2020 no ápice da pandemia. No meio da crise, quando não podíamos aglomerar, havia 6 mil pessoas aguardando a entrega de uma cesta básica. Um número pequeno se olhar o cenário de pessoas que estão sendo alimentadas com a política pública. Mas, naquele momento, existia uma fila invisível e conseguimos tirar da invisibilidade famílias que não conseguiam sequer escolher o que comeriam. Eis que nasceu naquele momento o Cartão Prato Cheio. A gente precisa alimentar a população que passa fome no nosso país”, afirmou a primeira-dama Mayara Noronha Rocha, que era secretária de Desenvolvimento Social quando o programa foi lançado.
Prato Cheio
Inicialmente, o programa previa crédito de pelo menos R$ 170 para cada família durante três meses. Depois o benefício foi ampliado para R$ 250 durante nove meses.
Ao ser lançado em 2020, foram atendidas 30 mil famílias. Em 2021, o ciclo aumentou de três para seis meses, atendendo 40 mil famílias. Em 2022, o ciclo foi ampliado para nove meses, beneficiando 87 mil famílias. O ciclo de nove meses foi mantido nos dois anos seguintes, mas o número de famílias atendidas cresceu. Assim, tanto em 2023 quanto em 2024 foram contempladas 100 mil famílias.
O volume dos investimentos também aumentou a cada ano. Em 2021, quando o programa virou lei, foram investidos R$ 51 milhões no Prato Cheio. Em 2024, os investimentos chegaram a R$ 292 milhões.
As famílias contempladas estão concentradas em 11 regiões administrativas do DF: Ceilândia (14,8%), Planaltina (11,2%), São Sebastião (9,7%), Itapoã (8,5%), Sobradinho e Sobradinho II (7,3%), Taguatinga (5,7%), Santa Maria (5,4%), Paranoá (4,8%), Gama (4,8%) e Recanto das Emas (4,2%). As outras cidades reúnem 7,8% das famílias beneficiadas.
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