Curta nossa página

#temquevacinar

Governo e entidades lançam manifesto em favor da vacinação

Publicado

Foto/Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
Flávia Albuquerque

As sociedades brasileiras de Imunizações (SBIm), Pediatria (SBP) e Infectologia (SBI), em parceria com Rotary Internacional e com o apoio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, lançaram nesta quinta (26) um manifesto para alertar a população sobre a real possibilidade de retorno da poliomielite e do sarampo no país e sobre a importância de manter a vacinação em dia para evitar essas doenças e suas sequelas. O lançamento do manifesto ocorreu no auditório do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.

O documento também convoca todos a participarem da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo que ocorrerá em todo o país de 6 a 31 de agosto, reforçando que a imunização continua sendo a melhor ferramenta para a promoção e manutenção da saúde da população brasileira. “Desde que observou queda nas coberturas vacinais do país, o Ministério da Saúde tem alertado sobre o risco da volta de doenças que já não circulavam no país, como é o caso do sarampo. A vacina é a forma mais eficaz de manter o país livre de doenças já eliminadas e erradicadas”, diz o Ministério da Saúde.

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, a população protegida é fundamental para manter o país livre de doenças imunopreveníveis. “As coberturas vacinais são heterogêneas no Brasil, podendo levar à formação de bolsões de pessoas não vacinadas, possibilitando, assim, a reintrodução do poliovírus e do sarampo. O recente surto no país – em Roraima e Manaus –, evidencia nossas inadequadas coberturas vacinais e a urgente necessidade de melhoria dessas taxas”, disse Carla.

Segundo ela, o Ministério da Saúde oferece todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional de Vacinação. Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano. São 19 vacinas para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias.

Queda na cobertura vacinal

Um exemplo de queda na cobertura vacinal no país, ocorre em São Paulo. De acordo com a diretora técnica da Divisão de Imunizações da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, Helena Sato, até o ano de 2016 a cobertura no estado atingia as metas de 90 a 95%. “A partir de então observamos uma queda de 20%. Para descobrir se houve realmente queda e quais seus motivos, realizaremos um inquérito no segundo semestre do ano. É muito sério isso que estamos observando no país como um todo. Uma queda na cobertura vacinal de um programa que é maravilhoso, que garante a todas as crianças a possibilidade de vacinar para mais de 14 doenças”, afirmou.

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sérgio Cimerman, não é possível admitir que doenças como o sarampo e a polio entrem novamente no país, já que estavam erradicadas e são preveníveis. “No momento vivemos um surto de sarampo sobretudo em Roraima com número de casos expressivos então esse é o momento de levarmos ao público a importância da campanha de vacinação”.

Cimermam ressaltou que há risco de retorno de todas as doenças, porque o Brasil é um país tropical e com dificuldades em algumas situações. “Vivemos recentemente o surto de febre amarela, já tivemos influenza e agora o sarampo. Existe uma campanha anti vacina que não conseguimos entender por que. Existe muita notícia falsa. Com a tecnologia, as pessoas postam muitas informações conflitantes e isso faz a população não fazer a prevenção de forma adequada”, falou.

A Campanha Nacional de Vacinação contra a poliomielite e o sarampo acontece de 6 a 31 de agosto. No domingo, dia 18, ocorre o chamado Dia D de Mobilização Nacional. Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores do que 5 anos devem ser levadas ao posto de saúde mesmo que já tenham sido imunizadas anteriormente.

Dados mais recentes

Dados atualizados pelo ministério apontam que o Brasil registra 822 casos confirmados de sarampo, sendo 519 no Amazonas e 272 em Roraima. Ambos os estados têm ainda 3.831 casos em investigação. Casos considerados isolados foram confirmados em São Paulo (1), no Rio de Janeiro (14), no Rio Grande do Sul (13), em Rondônia (1) e no Pará (2).

No início do mês, a pasta alertou que 312 municípios brasileiros, sobretudo na Bahia, apreentam risco de surto de poliomielite por conta de baixas coberturas vacinais. O país não registra casos da doença há 298 anos, mas o risco de retorno, segundo o governo federal, é grande por causa da resistência de pais e mães em vacinarem os filhos.

Conta de luz

Aneel mantém bandeira tarifária verde de energia para abril de 2025

Publicado

Por

Ao Vivo de Brasília
bandeira tarifária energia elétrica
Foto/Imagem: Freepik

O consumidor não pagará cobrança extra sobre a conta de luz em abril. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde para o mês de abril de 2025 para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

A conta de luz está sem essas taxas desde dezembro. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia, com os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis satisfatórios.

“Desde dezembro de 2024, a bandeira tarifária permanece verde, refletindo as condições favoráveis de geração de energia no país. Mesmo com a transição do período chuvoso para o seco, a geração de usinas hidroelétricas, mais barata que a geração térmica, continua em níveis estáveis.

Bandeiras Tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos de R$ 1,885 (bandeira amarela), R$ 4,463 (bandeira vermelha patamar 1) e R$ 7,877 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. De setembro de 2021 a 15 de abril de 2022, vigorou uma bandeira de escassez hídrica de R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

CONTINUAR LENDO

#VacinaBrasil

Médicos alertam para riscos da gripe em pessoas com mais de 60 anos

Publicado

Por

Ao Vivo de Brasília
vacina gripe idosos
Foto/Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou em 2024 um crescimento de 189% nas hospitalizações de idosos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza, em relação a 2023. Para chamar a atenção da população para os riscos da gripe em pessoas com mais de 60 anos, a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), realiza nesta quarta-feira (26) o encontro Além da Gripe – Um debate sensível à gravidade dos riscos e impactos provocados pelo vírus da influenza.

O objetivo do encontro é fazer um alerta sobre a sazonalidade da gripe, principalmente por conta dos baixos índices vacinais e dos riscos que este cenário pode causar para a população idosa. Segundo as entidades organizadoras, a sazonalidade está associada ao começo do outono e à mudança do clima em vários lugares do país, época em que as baixas temperaturas podem contribuir para que o vírus acabe circulando com mais intensidade, o que aumenta a necessidade de proteção e o risco de hospitalização.

De acordo com as entidades, a partir dos 40 anos, o risco de ataque cardíaco aumenta em dez vezes e o de AVC oito vezes nos primeiros três dias após uma infecção por influenza e idosos permanecem com risco elevado para AVC até dois meses depois de se contaminar pelo vírus, o que reflete nas admissões em UTI, que cresceram 187% e em 157% mais óbitos.

Vacina no DF

campanha de vacinação contra a gripe já começou no Distrito Federal. Os grupos prioritários podem procurar uma das mais de 100 salas de vacina disponíveis em diversas UBSs em todo o DF. Entre os públicos-alvo estão idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, gestantes e professores das redes pública e privada.

Para atender a demanda, o primeiro lote com cerca de 80 mil doses da vacina contra a influenza foram entregues. Atualizada anualmente, a imunização deste ano protege contra os vírus H1N1, H3N2 e B. Mesmo quem já se vacinou em anos anteriores deve comparecer para receber a nova dose. A aplicação pode ser feita junto a outras vacinas do calendário de rotina.

CONTINUAR LENDO
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais Lidas da Semana

© 2015-2024 AVB - AO VIVO DE BRASÍLIA - SIA Trecho 5, Ed. Via Import Center, Sala 425, Brasília - DF. Todos os Direitos Reservados. CNPJ 28.568.221/0001-80 - Nosso conteúdo jornalístico é complementado pelos serviços de notícias de agências nacionais e internacionais, assessorias de imprensa e colaboradores independentes. #GenuinamenteBrasiliense