Morar e comer ficam mais caros no começo do ano

Thaís Barcellos

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) ficou em 0,50% na primeira quadrissemana de janeiro, informou nesta segunda-feira, 9, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 0,17 ponto porcentual acima do registrado na leitura imediatamente anterior, quando o indicador apresentou variação de 0,33%.

Das oito classes de despesas analisadas, quatro apresentaram acréscimo em suas taxas de variação nesta apuração: Habitação (-0,67% para -0,28%), Alimentação (0,44% para 0,75%), Transportes (0,78% para 0,96%) e Comunicação (0,25% para 0,36%)

Em contrapartida, registraram decréscimo em suas taxas de variação na primeira quadrissemana de janeiro os grupos Vestuário (0,73% para 0,27%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,66%), Educação, Leitura e Recreação (0,95% para 0,78%) e Despesas Diversas (1,50% para 1,24%).

Grupos – O grupo Habitação, que teve redução da deflação de 0,67% na quarta quadrissemana de dezembro para 0,28% na primeira leitura de janeiro, foi o que mais contribuiu para a aceleração do IPC-S Nessa classe de despesas, a FGV destacou o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -5,87% para -3,96%.

Dentre as outras classes de despesas que registraram acréscimo em suas taxas de variação, a FGV destacou o comportamento dos itens carnes bovinas (0,15% para 1,08%), no grupo Alimentação, tarifa de ônibus urbano (0,04% para 0,68%), em Transportes, e tarifa de telefone móvel (0,03% para 0,30%), no segmento Comunicação.

De forma isolada, os itens com as maiores influências de alta foram gasolina (2,05% para 2,64%), refeições em bares e restaurantes (0,58% para 0,64%), banana-prata (mesmo com a desinflação de 17,73% para 16,06%), plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 1,01%) e cigarros (apesar da desaceleração de 3,31% para 2,51%).

Já os cinco itens com as maiores influências de baixa foram tarifa de eletricidade residencial (a despeito da redução na deflação de -5,87% para -3,96%), batata-inglesa (apesar de ter a taxa ter passado de -16,68% para -14,82%), feijão carioca (mesmo que a variação de -13,70% para -13,51%), passagem aérea (18,04% para -6,51%) e condomínio residencial (apesar de a deflação ter diminuído de -1,28% para -0,63%).